quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
DANÇA - VERÃO ARTE CONTEMPORÂNEA
Bom, coloco então outras duas breves recomendações, nos posts que se seguem.
Vide menu ao lado!
Imagens Deslocadas
O coletivo Movasse é um grupo que em muito tem contribuído para a continuidade da pesquisa em dança contemporânea em Belo Horizonte. Não apenas no que diz respeito ao trabalho do grupo, mas também à coletivização de suas experimentações com a comunidade de BH. Sediado no clube Barroca, o grupo (formado pelos bailarinos e pesquisadores em dança Carlos Arão, Andréa Anhaia, Ester França e Fábio Dornas) promoveu, em 2008, frutíferas oficinas com profissionais que muito têm para trocar e oferecer no universo do movimento. Marise Dinis, Monica Tavares e Morena Nascimento foram alguns dos nomes convidados a compartilhar com bailarinos e atores os frutos e os anseios de suas atuais pesquisas.
Paralelamente a isso, 2008 foi um ano de boas colheitas para o Movasse, que se consolidou como um importante núcleo de produção artística no Brasil. Para isso, teve de conciliar as diversas apresentações em eventos de várias cidades brasileiras com os compromissos na capital mineira. Espetáculos, intervenções, encontros e a manutenção do espaço de pesquisa foram atividades que exigiram muito dos quatro bailarinos. Felizmente, pra eles e pra gente, deu tudo certo! E que venha 2009, que só lhes apresenta boas notícias... Com uma sede maior e um novo expectador – o recém nascido filho da bailarina Andréa – o grupo promete dar continuidade à sua profícua trajetória. Imagens deslocadas é uma boa oportunidade para se conhecer parte de todo esse trabalho do grupo. Realizado por meio do Rumos Itaú Cultural de 2007, o espetáculo conta com trilha sonora de Kiko Klaus, músico de incontestável talento que também integra a programação do VAC.
Site do Movasse
Sobre o espetáculo:
Matéria no Hoje em Dia
De esconder para lembrar
Divertido, instigante, singelo. É lindo o trabalho da Cia Meia Ponta dedicado a crianças. Permito-me inclusive o clichê de que se trata de um espetáculo “para crianças de todas as idades”. Sem partir para o maniqueísmo ou mesmo para o didatismo tão recorrente em espetáculos destinados ao público infantil, De esconder para lembrar transita entre as linguagens da dança contemporânea, do teatro e da contação de histórias para tratar dos sonhos e dos pesadelos de cada um de nós. Simples sem ser inocente, inteligente sem ser pedante, o trabalho conquista o expectador do princípio ao fim, como se fôssemos crianças ávidas por saber o próximo evento da história, ainda que nem sempre o que nos cative seja a narrativa.
O que você quer ser quando você crescer?
Eu quero ser bailarina!
Sobre o espetáculo:
Matéria n’O Tempo
Matéria no Dança Brasil
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
BLOG ATUALIZADO - RECOMENDAÇÕES DO VERÃO ARTE CONTEMPORÂNEA
CAMPANHA DE POPULARIZAÇÃO DO TEATRO E DA DANÇA DE BH E VERÃO ARTE CONTEMPORÂNEA EDIÇÕES 2009
Coloco aqui algumas sugestões de espetáculos, dentre os que estarão em cartaz entre janeiro e março
Exist
Vou relacionar os espetáculos por evento (CPTD ou VAC) e por categoria (teatro/ dança) - um post por espetáculo, para o caso de alguém querer comentar algum. Vide o menu à direita!
No caso do VAC, limito-me a tratar dos espetáculos de teatro e dança, áreas que acompanho há mais tempo e julgo ter certa propriedade para falar a respeito, já que me dedico profissionalmente ao teatro e “amadoramente” à dança.
Gostaria que os motivos que eu apresento para justificar a recomendação de cada espetáculo deixem clara a minha abordagem despretensiosa e subjetiva. Coloquei aqui os argumentos que me fizeram (ou me farão) assistir aos espetáculos, o que de forma alguma garante que o espetáculo seja “bom” ou melhor do que aqueles que não foram relacionados. Vocês verão que muitos dos motivos só parecem ter valor, de fato, pra mim: “vou porque tem um amigo meu no elenco”, etc. Logo, é provável que muitos espetáculos fiquem de fora simplesmente porque eu não conheço ninguém da equipe, e não porque não valham a pena =P
Enfim, “são dicas, coisinhas”, nada além disso.
* Sou atriz – o que qualifica minhas indicações e, naturalmente, as desqualifica, também;
* Sou estudante e profissional da área de Letras (Língua portuguesa e literatura brasileira), o que traz as mesmas conseqüências do item acima;
* Não sou crítica de teatro, e não sei o que isso significa para as recomendações;
* Não gosto de besteirol, o que não significa que eles sejam uma má opção. Se eu não gosto, logo, não vou. Então não tenho nada a falar sobre nenhum dos espetáculos deste gênero.
* Gostaria que mais gente conhecesse o teatro e a dança que se pratica
* Se quiser comentar sobre as peças ou sugerir qualquer coisa, vai ser ótimo! Use o espaço destinado para comentários =)
OBSERVAÇÃO: BUSQUE NO MENU À DIREITA AS RECOMENDAÇÕES. ESCREVI SOBRE ESPETÁCULOS DE TEATRO ADULTO DA CAMPANHA E DE DANÇA. NÃO VOU ESCREVER SOBRE INFANTIS, NÃO TEREI TEMPO. JÁ COMECEI A COLOCAR ALGUMAS RECOMENDAÇÕES DO VAC.
TEATRO - VERÃO ARTE CONTEMPORÂNEA 2009
Infelizmente - e como previsto - não tive tempo de falar sobre o que pode ter de bom em cada um dos espetáculos, pois considero que todas elas têm um material muito bom a ser contemplado. Então acabei escolhendo por indicar os espetáculos sobre os quais eu tenho mais coisas a dizer, por conhecer o trabalho e/ou a equipe envolvida.
Vide, então, o menu à direita, para acessar as indicações.
Em breve, indicações de espetáculos de dança!
Na quarta (dia 15/01) aconteceu a abertura do evento, no Francisco Nunes, com o evento "Arte na Moda e Morte na Arte", idealizado pela organizadora do Festival, Ione de Medeiros. Foi bacana!
Confira:
Matéria 1 no Divirta-se (Uai)
Matéria 2 no Divirta-se (Uai)
Em tempo: vale conferir (já está rolando!) o Duelo de Mc's e a mostra Cinema Autoral, no Belas Artes.
Depois Daquela Estação
Dirigido por José Walter Albinati (ator e diretor integrante do grupo Luna Lunera), o grupo Excêntrica é formado por jovens atores que escolheram estar juntos para contar, de uma maneira bastante autoral, a história de Peter Pan, sem perder de vista aquilo que os personagens da fábula de James Barrie projetam para o nosso presente. Mais que isso, a dramaturgia coletiva se ocupa também daquilo que os personagens secundários do texto original não tiveram a oportunidade de dizer. Assisti a essa peça ano passado, na estréia, e fadas sininhos andaram me contando que de lá pra cá Peter Pan não se recusou a crescer, ainda que faça jus a toda sua juventude!
Sobre o espetáculo:
Matéria n'O Tempo
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Congresso Internacional do Medo

Indubitavelmente o nome Espanca é uma das principais razões que levam o público a querer assistir a este espetáculo. Afinal, a companhia alcançou em seus dois espetáculos anteriores – Por Elise e Amores Surdos - uma ampla aceitação junto ao público e à crítica nacional. É uma companhia nova... porque existe há pouco tempo e, sobretudo, porque trouxe algo de novo para o teatro contemporâneo brasileiro. Em ambos os espetáculos, uma dramaturgia madura, singela e ao mesmo passional conduz os atores por espaços físicos triviais – a rua, o quintal, a casa – nos quais eles revelarão a fraqueza e a força dos personagens, a simplicidade paradoxal de seus afetos, de seus desejos. Pode-se inclusive falar no esboço da construção de uma linguagem, de uma identidade artística, quem sabe.
Por sua vez, Congresso Internacional do Medo, inspirada no poema homônimo de Drummond, acerta por apostar em escolhas distintas. Aqui Grace Passô, a mesma dramaturga dos espetáculos anteriores, trata de questões que pertencem à ordem coletiva de uma forma mais explícita – a aproximação da estrutura do espetáculo com a de um congresso revelam essa perspectiva, naturalmente. A aparente dificuldade que o expectador pode sentir para entrar de fato na peça se revela, aos poucos, parte do jogo, da mesma forma que o texto supostamente distante de nosso cotidiano individual e imediato deflagra, gradativamente, sua essência subjetiva. Assim, a despeito do medo que permeia a trajetória dos personagens em cena, ousadia e disposição ao risco são expressões que tem mais a dizer sobre esse trabalho!
Sobre o espetáculo:
Matéria n'O Tempo
Matéria na Folha Online
sábado, 17 de janeiro de 2009
Próxima Edição: Espreme que sai sangue
A Cia Malarrumada, oriunda do projeto Oficinão Galpão Cine Horto edições 2003 e 2004, conquistou merecidamente seu espaço no cenário teatral brasileiro por meio do espetáculo de rua Papo de Anjo. Dirigido por Chico Pelúcio e Lidia del Picchia, ambos do Grupo Galpão, Papo de Anjo levou para as ruas de inúmeras cidades brasileiras um espetáculo musical alegre, lírico, que trata da diversidade e dos sonhos humanos com muita delicadeza.
O novo espetáculo, Próxima Edição: Espreme que sai sangue, tem direção de Eduardo Moreira, também do Grupo Galpão, promete algo de interessante... abordar de forma lúdica a realidade pouco tragável das crônicas policiais. Palmas mais uma vez para a Cia, por investir mais uma vez nessa proposta que tem, infelizmente, cada vez menos adeptos, o teatro de rua.
Site da Cia Malarrumada
Sobre o espetáculo:
Blog no site do Grupo Galpão
Matéria n'O Tempo
Em tempo: aproveito o espaço para citar o blog de um ator do grupo (e querido colega de profissão), Germán Milich: A imensa minoria
Sobre Nós
Informações: Sobre Nós É um espetáculo delicado, leve, com imbricações dramatúrgicas surpreendentes, sobretudo quando se considera a natureza improvisada da peça. Os atores – da Liga Profissional de Improvisação de Belo Horizonte, meu grupo de origem – recolhem, na entrada, histórias que o público queira contar, e delas fazem uma interessante e quase inacreditável teia dramatúrgica. Objetos, roupas inusitadas e relatos particulares dos próprios atores são inseridos neste jogo cênico de uma forma que eu considero inteligente, refinada. Sempre me emociono quando vejo o espetáculo (que ainda engatinha, foram 3 ensaios abertos no Teatro Marília e uma apresentação no Fimpro). Dando continuidade a uma pesquisa iniciada com o Match de Improvisação (formato já praticado por vários grupos do mundo), o grupo buscou aqui aprofundar as possibilidades dramatúrgicas da improvisação, a fim de perseguir de forma mais autoral a sua identidade artística. O que se vê em cena comprova que muitas escolhas foram bastante acertadas. A perspicácia dos atores se une à sensibilidade do músico Tiago Macedo e da iluminadora Milena Pitombo, que, no palco, realizam seu trabalho também ao sabor do improviso.
Faço minhas as palavras do amigo José Walter, ator e diretor da Cia Luna Lunera, a respeito do Sobre Nós: “Os atores atam e desatam nós poéticos, do drama ao humor requintado, de maneira simples, tocante e corajosa”.
Sobre o espetáculo:
Matéria n’O Tempo
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Fala Comigo Como a Chuva
Quero assistir ao espetáculo para conhecer o clássico Fala comigo doce como a chuva, do americano Tennessee Willians (de Um Bonde Chamado Desejo). Um outro motivo não menos convidativo é o elenco, composto por dois importantes e talentosos atores de Belo Horizonte, Samira Ávila e Luiz Arthur. Quem já assistiu ao espetáculo afirma que foi um acertado encontro, que oferece à montagem uma interpretação visceral, forte, precisa. Pelas fotos que vi, o cenário parece ser lindo – Klimt, doce como a chuva. As assinaturas de direção, iluminação e preparação corporal também são fortes indicativos de que o trabalho deve ser visto!
Sobre o espetáculo:
Blog do Espetáculo
Matéria n'O tempo
